Chulé de Braço

Estes dias mais "quentitos" (que uns quantos gostam de chamar "vaga de calor"), dão oportunidade à malta de se aperceber de pequenos/grandes fenómenos que noutros dias... digamos... mais frescotes não é possível observar.


Pronto... há coisas que são mais passíveis de ser "enxergáveis". Por exemplo, nos homens. Com tanta mini-saia, top revelador, transparência, calça justa e roupa diminuta em geral por aí à solta... a... "masculinidade" manifesta-se com uma facilidade - diria que - deprimentemente absurda. Mas pelo contrário, nas mulheres, a... "feminilidade" (usando a mesma terminologia) não se manifesta como nos dias mais invernais. É uma pena...


Serve este intróito para… rigorosamente nada. Se o texto começasse na linha seguinte nada se teria perdido. Assim, perderam-se segundos preciosos a falar de mamilos e erecções extemporâneas... o que me parece perfeitamente desnecessário, mas enfim...


Na verdade, o calor obriga o corpo humano a "virar-se" como puder para o suportar [a ele, o calor]. E o corpo - parvo - responde como melhor sabe e pode, coitado. Mas a coisa nunca corre exactamente como a malta desejaria. Então, ou se transpira demasiado e a imagem que passa é a de alguém que escorre “água em bica” de tudo o que é poro, no corpo todo (e consequente mau aspecto também da roupa, toda molhada e pegada à pele... coisa feia que tolhe!...) ou o chamado odor corporal passa à categoria de bedum com rapidez e facilidade impressionantes.


Tudo seria "normal" (ou o mais normal possível), caso esta coisa do cheiro de graça duvidosa não alastrasse a partes do corpo até ali (ou aqui... não interessa...) discretamente inodoros. Há já alguns anos que tento teorizar sobre o facto que relatarei a seguir... e sem conseguir chegar a uma conclusão satisfatória.


Porque raio sentirei, por debaixo do meu relógio de pulso, aquilo que se pode denominar de "Chulé de Braço"?!?


Não é simples odor a suor, nem sequer qualifica na categoria de "mau-cheiro sovacal", porque, até ao pulso, há todo um braço que cheirará, provavelmente, de modo diferente da zona axilar. E cheira mesmo. Basta tirar o relógio para que o pulso emane aquele aroma simplesmente inexplicável, que - vá lá - ao menos não tolde um gajo, deixando-o prostrado num qualquer chão, de mosaico de beleza ausente, só por ter inalado tal fedor. Mas a minha questão é mais ao nível da solução para este verdadeiro busílis.


Que desodorizante usar para combater este bedum?!? Que flagelo!!!


Haverá um desodorizante especializado para estes casos, de Chulé de Braço? Eu defendo que, se não há, devia haver!... nem que tenha de ser eu a criá-lo e a desenvolvê-lo. Tenho para comigo que deveria haver uma marca de desodorizantes que criasse um stick, roll-on, doseador... com uma essência, creme, líquido... sei lá... que fosse especificamente direccionado UNICAMENTE ao combate desta realidade. Se há shampoos para o cabelo, desodorizantes para as axilas, para os pés, para as partes íntimas... porque não algo para desodorizar (e/ou perfumar) o pulso que traz o relógio e que em dias de mais calor adquire uma fragrância (indesejavelmente) fora do comum?!?


Se não há... pois que se crie!!!


Porque o mundo não pode continuar com esta pecha na sua existência!

2 inSensinho(s) assim...:

so disse...

lool
de repente, dei por mim a pensar se as pessoas lá foram estariam a reparar que estou a cheirar o meu pulso, a ver do chulê!

mas não, ainda é de manhã, e nem sinais. lá mais pra tarde pode ser. mas aqui fechada, cheiinha de ares condicionados, num sei se ele aparece.

Mágico disse...

Costuma-se dizer que cada um de nós é um potencial inventor de algo que pode revolucionar o mundo. Mas olha que eu aposto mais numa máquina lavadora de sovacos, então aí sim, o metro seria um paraiso...