O Tremoço,... esse infeliz


Este será um dos mais penosos textos que alguma vez publicarei aqui no burgo.
Já vão perceber porquê.

São muitas as histórias daqueles jogadores de futebol que muito prometeram enquanto iniciados, juvenis, juniores..., não confirmando o seu talento aquando da passagem para os seniores.
Anos depois, fazem-se reportagens ao (já) homem (de barba rija) que, em vez de ter ingressado num clube grande a nível nacional ou internacional, se quedou pelas divisões secundárias, num qualquer clube de uma vila do interior.
Diz-se, então, que jogador "x" passou ao lado de uma grande carreira.

Serve esta referência ao mundo da bola de ponto de partida para o assunto que me traz aqui, hoje.

Estou em crer que o tremoço (esse delicioso... fruto?... tubérculo?... legume?... fungo?...) se assemelha em muito a um desses tais casos.
Eu acho que o tremoço (É um legume!!! Fui ver ao dicionário! É um legume...) passou ao lado de uma GRANDE carreira, de facto.

Quem não se lembra das fortíssimas palavras de Eusébio, considerando que o tremoço seria, na sua opinião "real", o melhor «marisco» de todos?
É certo que este episódio não passou de uma gaffe do "rei" (mas que raio, pá!... ele foi o nosso melhor futebolista de sempre!... uma gaffezita... nem devia contar para a "média"...), no entanto, temo eu - na minha InSensata insignificância - que talvez tenha sido o "canto do cisne" para o pobre do tremoço, assim em jeito de "pico mais alto" de uma "carreira" que se veio a revelar absolutamente falhada.

O tempo veio a confirmar o pior dos cenários para o tremoço.
Aos lugares de topo dos "favoritos dos amantes da bejeka e seus acompanhantes" ascenderam os naturais mariscos (divisão em que o camarão/gamba lidera isolado), petiscos (com uma renhida luta entre a moela, o pica-pau e as iscas de fígado pelo domínio da classe), comidas de roulotte (bifanas e sandes de coirato ainda mantém o hambúrguer e o cachorro quente a uma distância considerável) e até os caracóis (que só vencem a sua categoria por "correrem" isolados, obviamente).

Ora... quando o tremoço se vê ultrapassado por míudos de galinha, gorduras de porco e - o que é mais decadente - por uns "ranhosos" de uns caracóis... algo vai mal na vida do gajo.

Custa-me muito ver o tremoço neste padecimento.
Acho que deve ser muito duro para ele...
Acredito que, dada a situação em que está, o dia-a-dia do tremoço não seja senão um calvário permanente.
Imagino, por exemplo, que seja fortemente gozado pelos seus "pares".
«Sabes porque é que não chegas longe? Porque só tens uma cabeça e não várias como eu!», dirá o amendoim com casca.
«Não te sabes mexer, pá!», provocará a enguia.
«Ó tremoço!... Isto é só pra malta rija; dura de roer!», vai certamente dizer a parva da noz, armada em boa.

E pouco mais será necessário dizer - até porque já me vai doendo a alma, enquanto relato este InSenso - a não ser que o único ponto a favor do coitado do tremoço é mesmo só quando olha "para o lado" e vê que pode, finalmente "dar cabo"... da pevide.
Mas também... mal seria.
Tão pequena, tão magrinha, tão... seca...! Que frente pode fazer a pevide a quem quer que seja?

E essa, sim... deve ser uma história ainda mais triste de se contar do que a do tremoço,... esse infeliz.

3 inSensinho(s) assim...:

so disse...

eu acho que o tremoço é um gajo muita fixe. eu gosto do tremoço. quando for grande quero ser um tremoço. tremoços de todo o mundo, uni-vos!

ps-não me ocorre mais nenhum comentário imbecil acerca do tremoço... acho que estou a perder qualidades.

K@ disse...
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K@ disse...
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