Teleporte: para quando…?





Este fim-de-semana tive de fazer várias viagens (idas e voltas), de cerca de 50km cada uma. Um vaivém que, apesar de ser por uma boa causa e mesmo para quem, como eu, gosta muito de conduzir, se tornou algo difícil de fazer, dado o cansaço acumulado e a monotonia do “dejá vú” do cumprimento sempre do mesmo caminho.

À medida que as minhas viagens se sucediam, dei-me conta que a realidade não precisava propriamente de ser assim e de que era meio absurdo a malta ainda ter de andar para a frente e para trás, perdendo tempo e com um grande desgaste físico e material (óleo, pneus, combustível, etc.).

Tudo seria bem mais fácil se a ciência – tal como em tantas outras coisas – já se tivesse chegado à frente, inspirada pelos filmes de ficção científica, e tornado real o já tão badalado projecto do TELEPORTE.

Para quem anda distraído e não sabe o que é (porra!... quem não souber isto só pode andar por aí a cair nas tampas de esgoto abertas, mesmo que elas estejam protegidas por barreiras de segurança!...), o teleporte consiste na deslocação de massa física (corpos, objectos) de um ponto “A” para um ponto “B”, utilizando a “desconstrução” e reconstrução molecular. Ou seja, algo ou alguém poderia deslocar-se de um sítio para outro… sem percorrer o caminho até lá; simplesmente, desaparecia de um lado, aparecendo no destino.

Era uma boa! De facto – e voltando às minhas viagens deste fim-de-semana – eu só teria ganho com isso. Teria descansado mais em casa e aproveitado mais o tempo na rambóia (e a praia bem que estava agradável, diga-se, a bem da verdade!…). Mais; tinha poupado o meu rico Punto ao desgaste inerente a tanta deslocação e – em tempo de crise – qualquer tostão economizado é cada tostão ganho, certo?

Interrogar-se-á o InSensato Leitor se isto do teleporte seria seguro e tal… Pois… não sei!

Adivinho que os cientistas (esses preguiçosos que ainda não chegaram a bom termo com uma invenção que cumpra com essa velha ideia humana de se deslocar sem esforço) argumentem que o teleporte e a consequente alteração molecular dos objectos e corpos a transportar de “A” para “B” seja perigoso e, numa primeira fase, muito dispendioso. Já eu, contra-argumento com uma só palavra: telemóvel. Quando surgiu, quase toda a gente dizia que fazia mal a tudo e a mais alguma coisa, que deformava o cérebro, ensurdecia o povo, provocava 123645 tipos de cancro e – sei lá – gangrena auricular. Além disso, quando os primeiros telefones móveis apareceram no mercado, custavam 800 contos. Hoje em dia, já ninguém acredita que o telemóvel faça assim tanto mal à saúde e os aparelhos custam agora uma bagatela.

É óbvio que as imagens que vimos no filme “A Mosca” não abonam a favor do “bom-nome” do teleporte (ou futuro teleporte), mas acredito que essa malta da ciência já não cairia no erro de construir uma máquina sem um insecticida incorporado, não é? Por outro lado, sonho com o dia em que poderei finalmente “encarnar” personagens tão míticas quanto Captain Kirk e Jean-Luc Picard, que corriam para a sala de teleporte da StarShip Enterprise, diziam «Beam me up, Scottie!»… «Energize!»… e apareciam noutro sitio completamente diferente.

Espectáculo!!!!

10 inSensinho(s) assim...:

Didas disse...

tás a precisar é de férias, tás tás...

JC disse...

Ó K@, peço desculpa,mas eu estou farto de fazer reclamações para a Câmara Municipal do meu Concelho, protestando, por não terem tampas de esgotos!!! É que me farto de caír nos respectivos!... Depois, não é só o atraso que isso me causou... (pois ainda não sabia o que era o TELEPORTE!)(?)Como é o mau cheiro que deito quando saio de lá de dentro!!!Até me perguntam: Há quanto tempo morri?!?!

Saudações e... vá escrevendo que eu vou aprendendo!

O Vizinho disse...

Teleporte ou teletransporte??

Fica a questão, pertinente q.b. !

hehehehe... garanto-te que eu é que não me oferecia como voluntário para testar essa coisa...
É que vi a Mosca.

K@ disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
K@ disse...

Vizinho:

Já vi e ouvi a palavra escrita e dita das duas formas. Eu, como sempre, opto pelo que me dá menos trabalho. Logo...

JC:

Pois... se cai nos esgotos concelhios, aconselho a leitura de um dos 1ºs InSensos que a malta escreveu (http://insensocomum.blogspot.com/2004/11/o-sub-mundo-para-l-da-tampa-do-esgoto.html). Assim com'assim, não quero que me digam que o InSensato Autor não cobre todas as bases.

Didas:

Mal sabes tu quão verdade é...

= = = = = = =

(pequena) Adenda ao InSenso:

No final de colocar o post online, ocorreu-me que isto seria a solução para a bicuda questão do TGV. Se há tanto stress por causa de um comboio que nunca mais chega a Portugal (o que não diz nada de bem acerca da pontualidade desejada para um transporte público), porque não avançar logo para o tal teleporte/teletransporte [vizinho: isto dá um trabalhão!!!!]...?

Assim, resolvia-se logo tudo. A MINHA questão e a questão dos sucessivos governos que vão passando por nós (qual deles o melhor...?)!

so disse...

a jk rowling é que sabe tudo! ;)

calózita disse...

ele há as lareiras (embora este método me desagrade um cadito por múltiplas e variadas razões) e ele há os botões que são porreiros para grupos - "passageiros com destino a aveiro, é favor colocar a mão direita na chinela havaiana" e....... pluft!

Osi disse...

O mais interessante do que fazer cut & paste de pessoas, seria copy & paste. Assim estaria-se a clonar pessoas com o teleporte.

Osi disse...

O mais interessante em vez de se fazer cut & paste de pessoas, podia-se fazer copy & paste. Assim estaria-se a clonar pessoas com o teleporte.

Osi disse...

O mais interessante em vez de se fazer cut & paste de pessoas, podia-se fazer copy & paste. Assim estaria-se a clonar pessoas com o teleporte.