3 em 1



I

De uma forma geral, e como bom cidadão que tento ser, sou a favor do uso obrigatório do colete de sinalização para os condutores que, por algum motivo, tenham de sair das viaturas a meio de uma viagem ou simples deslocação, reduzindo as probabilidades de acidentes. Por este prisma, há então que aplaudir a aprovação da Lei.

No entanto, há uma coisa que o novo Código parece não prever e que me preocupa sobremaneira.

Não vejo, em qualquer um dos parágrafos do Decreto, aquela que para mim seria a mais que justa referência à (inevitável) excepção à regra. Qual? Ora... o tão lusitano costume da saída para a chamada mijadinha-de-beira-de-estrada!

A Lei não esclarece esta situação. Aquando da saída de alguém da viatura para aliviar a bexiga, deverá ou não essa pessoa vestir o colete, já que, como diz a nova legislação, a vestimenta fluorescente terá de ser utilizada sempre que o condutor saia para ir buscar e colocar o triângulo e proceder à reparação necessária? Ou seja, a malta tem de vestir SEMPRE (e em qualquer situação) o colete sinalizador (e, neste caso, a mijadinha seria considerada uma "repação"... o que também não é de todo mentira) ou a saída para a vazão do micto não é contemplada por esta medida do Código da Estrada?

Eu avanço já a minha opinião. Desde que saiu a Lei... não parei mais para “mudar a água às azeitonas”. Porquê? Por duas razões. 1º, porque não quero correr o risco de ser multado por uma saída para mandar uma mijada (além do mais, seria muito mau ser multado num momento tão delicado como é o de ter o "coiso" nas mãos); 2º, porque saindo do carro com o colete, tentar fazer o xixizinho de uma forma discreta (recordo o cuidado que todos temos em encontrar o arbusto certo, atrás do qual descarregamos o bexigal) torna-se uma utopia incomensurável.


II

Se há palavras cujos vocábulos "homólogos" em línguas estrangeiras deixam muito a desejar, também há palavras cuja tradução em português é simplesmente desastrosa.

Maracujá. Nem mais. Em inglês, o fruto tem um nome bem catita: Passion-Fruit. "Fruta da Paixão" é, de facto, uma denominação muito bonita para uma fruta que é - há que dizê-lo - feia. No entanto, "maracujá" é um nome bem mais mal-parecido... até do que a própria fruta em si.

Não vejo como um nome (em português) possa ter ligação com o outro (em inglês). Ou melhor... até posso ver... mas não passará de uma "opinação" parva sobre a coisa.

Será que o excerto "cujá" na versão latina seja o equivalente, para os ingleses, ao excerto "Passion"?!? Acredito que haja quem ache que sim. Mas parece-me, simplesmente, um bocado mal,… não?


III

Acredito que grande parte dos habitantes da Bélgica nunca tenha ido aos Estados Unidos; tal como a esmagadora maioria dos americanos não sabe onde (ou o que) é a Bélgica.

Sendo assim, como é possível que as bolachas Belgas sejam tão parecidas com a Bolacha Americana? Não percebo.

4 inSensinho(s) assim...:

calózita disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
calózita disse...

em resposta ao ponto II:
conta a lenda que o papa Paulo V, considerando que a flôr do maracujá representava uma revelação divina, se ajoelhou em reverência diante dela por lhe recordar a paixão de Cristo - possui estigmas semelhantes aos pregos com que Cristo foi pregado à cruz e cinco pétalas, rodeadas de uma coroa roxa, que simbolizavam as cinco chagas e a coroa de espinhos - chamaram-lhe passio = paixão + flore = flor. da flôr vem o fruto e daí o nome inglês de passion fruit.
como vês, parece não ter qualquer relação com a paixão sexuada/sexual!
agora, maracujá deve ter origem nos dialectos arborígenas do Brasil, uma vez que a fruta é originária de lá. mas não faço ideia o que significa.

Didas disse...

Quanto à primeira questão não posso ser de serventis alguma. Desde os 3 anos de idade que não faço xixi à beira da estrada.
Essa parte do maracujá já me tinha ocorrido. Vou debruçar-me sobre ela.
A bolacha americana é de textura bem mais fina que a belga. Não tem comparação. Mas também, as mesmas coisas são inventadas em tantos sítios diferentes ao mesmo tempo!

so disse...

isso não é bem assim. a ver: nunca vi ningué fazer fila à porta do supermercado para comprar Belgas. Por outro lado, a fila no Zé da Tripa ali da Praia da Barra chega a ter vários metros nos meses de verão. portanto, como em quase tudo, os fdp dos americanos monopolizaram o mercado. what a fuck :|