Duvid'Urinol

Sempre na busca de respostas para as questões mais pertinentes e desconcertantes, que abalam a humanidade tal como a conhecemos, aqui estou, de novo, ao fim de uns dias valentes de paragem.

E porque de questões pertinentes e desconcertantes se trata… eis que aqui exponho uma (questão, entenda-se… porque sou tímido e há coisas que tento não expor… para não passar vergonhas).


Ando – confesso – meio perturbado com uma coisa que me tem feito, digamos, ver de outra forma as minhas idas ao WC do emprego.

Começo por descrever sumariamente o local. Em frente à porta de entrada estão os lavatórios (2) e um espelho grande. Ao lado direito, com uma pequena parede de permeio, estão os urinóis (2) e de frente para eles (ou seja, de costas para quem manda a sua mijadinha) estão dois compartimentos (também 2, para não variar) com uma sanita cada um e, como é óbvio, com portas.

Revelação minha – em rigoroso exclusivo InSenso Comum: eu opto por preterir o urinol e vou fazer a minha necessidade… líquida no sanitame. Pronto. Já disse. Não gosto de urinóis. Em casa já faço a minha mijinha na sanita (nem sequer tenho urinol em casa – e, já agora, quantas casas têm…?); por que razão seria diferente “fora de casa”?!...

Mas… bom… esta decisão não é pacífica, principalmente numa casa de banho pública, onde – quer queiramos, quer não – outros olhos julgam o que fazemos.

Eu explico… e pergunto: É amaricada a minha opção sanital em detrimento da urinadela no urinol? Eu acho que não. Mas lá está… isto carece de ser cabalmente explicado. Optar pelo urinol… é de homem? Bem, de mulher nunca seria, porque anatomicamente isso é complicadíssimo a uma “dama”. Mas a mim parece-me que estar ali, de “coiso” na mão também não muito “macho”. Porque se está à mercê do olhar furtivo do “colega” do lado, (por vezes, não raras, acho eu) ávido da comparação de tamanhos, o que é um muito mau “hábito” masculino e que eu não sanciono, mijando na sanita de um dos compartimentos. Surge, então, outra questão. A porta do compartimento deve ficar fechada ou aberta? Sendo que os gajos que se dizem “muito gajos” (mas normalmente são só tipo gajitos com problemas de disfunção eréctil e que, por isso, se vêem “forçados”, literalmente, a medir a concorrência todos os santos dias, recorrendo à olhadela para o urinol do lado) dizem que essa escolha pelo sanitame para a mijinha é coisa de faxonxo… eu acho que não. No entanto, a porta fechada pode passar a ideia errada de que quem lá está tem algo a esconder. E isso de ter algo a esconder, de pensar muito nas consequências de uma simples mictada… é, de facto, faxonxo. Já abrir totalmente a porta do compartimento é, a meu ver, parvo. Porque dessa forma, mais valia ir ao urinol. Mijar no compartimento de porta escancarada é assim tipo “nem carne… nem peixe”. Ou seja, a opção menos amaricada parece-me ser a de mijar no compartimento, sim, mas de porta entreaberta. Assim, toda a gente sabe que ali está alguém a mijar e que não esconde que está a mijar, mas que não qer revelar mais nada além disso. Ah… e se alguém lá quiser ir meter o bedelho, a aporta está mesmo a jeito de ser movimentada com um pé, à força que der mais jeito, para dar com ela na cara do “gajo faxonxinho” que lá for dar a espreitadela na tentativa de tirar as medidas à concorrência.

Esta é a minha visão sobre o assunto. Mas admito que haja outras. Convencerem-me a ir aos urinóis é que não está nos meus horizontes.

Já agora… para evitar estas questiúnculas (também elas meio faxonxas), sempre que posso, mijo (com um inegável orgulho lusitano, confesso) ao ar livre, se possível, no campo, junto a um arbusto e tal. Aí não há escolhas de portas abertas ou urinóis a fazer e a brisa ainda ajuda a que o serviço fique realmente bem feito
.


Já desconfiava...


...mas finalmente confirmei o que há muito me parecia (e ia parecendo cada vez mais) evidente. Manuel Maria Carrilho é uma besta.

Ora... estará o InSensato Visitante estupefacto com esta "bujarda k@ziana" - e com alguma razão - porque não lembra a ninguém que por aqui passe um tão directo ataque pessoal a uma figura pública (nem quando o [então] ministro Rui Gomes da Silva - também ele uma grandessíssima besta - se armou fortemente em parvo, dando a entender que no tempo da censura e do lápis azul é que a malta andava bem!...).

Pois bem... É um facto. Eu acho que o Carrilho é uma besta e apetece-me dizê-lo assim... a modos que... a cagar-me para o que quer que alguém de opinião contrária pense deste assunto. Não quero com isto dizer que não respeite as opiniões contrárias - respeito -; só que, neste preciso momento (quando escrevo estas linhas), não me apetece ser politicamente correcto e dizer algo como «Bem... aquele senhor político... que é casado com uma apresentadora de televisão muito bonita (embora mentalmente limitada pela inteligência absorvida pelo peito e coxas) e airosa... aquele com uma diferençazita nos dentes da frente (que não lhe cai bem)... foi assim tipo... um bocadinho incorrecto...». Não. O gajo é uma besta e pronto. Agora já podem atirar-me com tomates podres. Eu aguento.

Fui tentar perceber se o homem tinha "Narciso" no nome. Mas não. Pelos vistos, só se chama mesmo Manuel Maria Carrilho. É pena. Se calhar, se se chamasse Narciso havia uma data de coisas que se tornavam claras a estes olhos que neste momento vêem - meio incrédulos - um debate televisivo em que se dizem "pérolas" como «A SIC Notícias fez toda a campanha contra a minha pessoa!». Extraordinário! Pensar que o melhor canal de notícias nacional pararia toda a sua "produção" (leia-se, relatar o que de mais importante se passa no país e no mundo) para, de repente, largar uma circular interna em que se dissesse...

«Caros assalariados desta estação de televisão:

Parem de escrever nos vossos computadores, não saiam em reportagem, não visionem imagens e, por amor de Deus, não pensem noutro assunto que não aquele que vos ordenamos que abordem a partir deste instante. Manuel Maria Carrilho. Editorias de Sociedade, Internacional, Política, Economia, Agenda, Religioso e, acima de tudo, Desporto... parem tudo. Pensem, escrevam, respirem e meditem coisas sobre Manuel Maria Carrilho. Manuel Maria Carrilho e vós (todo e cada um de vós) são um e um só. Vocês são Carrilho. E Carrilho está (tem de estar!!!) em vós.

É uma ordem!

Este foi um comunicado da Direcção de Informação.»

Teria sido giro. Mas NÃO ACONTECEU, acredito.

Logo, que o espelho lá de casa (certamente especial, para ter de suportar com a beleza da Bárbara - que é, inegavelmente, muita) esteja mal habituado e o engane "dizendo-lhe" que é mais belo e interessante do que é na verdade e você se convença - qual «Espelho meu, espelho meu... Haverá político mais genial do que eu?!?...» - que toda a gente tem de gostar si... pronto. Até pode acontecer. Mas, por favor, que não me obrigue a ouvir e ler patetices maiores do que aquelas que eu já digo e escrevo (acima de tudo, aqui) todos os dias!!!

O rostinho de Pierrot (sem creme branco, graças a Deus!) de falhinha no dente não convence e nunca convenceu. O facto de ter aparecido nas revistas "cor-de-rosa" num casamento tipo "A Bela e o Monstro" não lhe dá grande vantagem de popularidade. O povo (coisas estranha de que, amiude, já terá... ouvido falar, mas que claramente não conhece) não gosta de si. Porquê, já agora? Porque é uma besta.

Se tiver dúvidas, consulte um site que eu descobri (
http://www.manuelmariacarrilho.com) e veja no que dá o narcisimo. Não há pachorra para o aturar .

= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =

PS(1): (ainda olhando para o tal debate que acontece na televisão enquanto escrevo) Como é giro ver ex-directores de canais de notícias a negarem TUDO o que se FEZ no passado, TUDO o que se MANDOU FAZER e TUDO o que se DEFENDEU em tempos idos... Enfim...

PS(2): Aos InSensatos Leitores que esperariam deste espaço unica e exclusivamente parvoíces sem fulanização nem politização... perdoem-me. Essa emissão retoma dentro de (curtos) momentos.

Protesto


Antes do próximo InSenso (que está ainda em fase de construção mental), deixo aqui um protesto formal, que há muito já deveria ter sido feito mas que só nos últimos dias me decidi a levar a cabo, visto que, por via das circunstâncias, este fim de semana tive de recorrer a essa verdadeira "falsa maravilha" que é o leite achocolatado em pacote de palhinha.

O líquido amargo-doce é, sem dúvida, um regalo ao paladar... e disso ninguém tem dúvidas.

Mas quanto ao facto de NUNCA se conseguir beber todo o produto que vem no pacotinho... bem... isso já motiva a minha mais primária ira.

Se bem reparar, caro InSensato Degustador de Leite Achocolatado, não há NINGUÉM que alguma vez tenha conseguido ingerir as últimas gotas que ficam, não (só) no fundo do pacote, mas sim... num dos cantos do fundo do pacote! Ninguém! Por mais que se sorva a palha até aos pulmões doerem... Por mais que se "chuche até ao tutano" da coisa... Por mais, enfim, que se tente. Nunca as últimas gotas do leite achocolatado serão bebidas por um ser humano que preze em consumir este fantástico produto.

É um escândalo!!!

Como podemos explicar isto aos nossos filhos?!? Como podemos dizer aos miúdos que o leite achocolatado que bebem na escola é essencial para a saúde deles mas que aquelas gotas finais (também essenciais) são para deitar fora?!? Como lhes fazemos ver que isto é uma infeliz incoerência da Humanidade, no seu todo?!?...

Escrevo estas linhas enquanto batalho com a palhinha do leite achocolatado do meu pequeno almoço de hoje. Tento "convencê-la" de que deve fazer tudo o que é "palhinhicamente" possível para se juntar ao tal cantinho do fundo do pacote para ir sacar o restinho do leite que insiste em não querer juntar-se ao resto, já previamente bebido por mim, no meu estômago. Mas em vão. Já me dói a garganta, o pulmão esquerdo e até a língua, visto que neste esforço decomunal acabei por fazer roçar a palha de plático na minha língua (quase) até fazer ferida.

Fica aqui, então, o meu protesto formal dirigido a quem de direito (empresas de produção de leite achocolatado e de fabrico de embalagens tetrapack). Para que não tenham sido em vão os milhares (quiça, milhões) de litros de leite achocolatado já desperdiçados por esse mundo fora...

Viva o Leite Achocolatado! Que seja bebido e apreciado, como ele merece: TODO!


= = = = = = = = = = = = = = = =
PS: Também podia aqui falar do mítico leite de aroma a morango... mas isso ia dar ainda mais pano para mangas...
Don't get me started...!

O(s) Rei(s) de Portugal

Portugal diz-se orgulhoso de ser uma república desde 5 de Outubro de 1910. Portuga que é portuga diz sempre que isso de reis e rainhas não é coisa que se tenha a governar o País e chega-se mesmo ao ponto de… «Tudo menos realeza, caraças!». Pergunto: se é assim… por que razão consegui eu (facilmente) encontrar esta… “listinha”…?

Rei dos Congelados – Caminha
Rei do Bacalhau – Viseu e Covilhã
Rei das Mobílias – Madeira e Oeiras
Rei das Fardas – Lisboa
Rei das Praias – Lagoa
Botequim do Rei – Lisboa (ouvi dizer que servem lá refeições e baptizados)
Rei dos Preços – Covilhã
Rei dos Hambúrgueres – Gaia
Rei dos Panos – Vendas Novas
Rei dos Franguitos – Albergaria-a-Velha
Rei das Meias – Lisboa
Rei dos Travões – Funchal
Rei dos Mares – Loulé
Rei das Pescada – Lisboa
Rei dos Leitões – Mealhada (grande surpresa…!)
Rei do Gado – Caminha e Valença
Rei das Parabólicas – Lisboa
Rei do Choco-Frito – Setúbal
Rei dos Bifes – Lisboa
Rei dos Transportes – Matosinhos
Rei dos Electrodomésticos – Vila Franca de Xira
Rei dos Buchos – Palmela
Rei dos Grelhados – Alcobaça
Rei da Fruta – Cascais, Coimbra e… Massamá (essa terra de indubitável progresso)
Rei dos Livros – Lisboa
Rei das Refeições – Santa Cruz
Rei dos Azulejos – Soure
Rei da Capoeira – Oeiras
Rei das Canetas – Lisboa
Rei das Salas – Paredes
Rei das Bifanas (o Maior!) – Porto
Rei da Sorte – Lisboa
Rei da Sardinha Assada – Matosinhos (outra grande surpresa…!)
Rei da Brasa – Torres Vedras
Rei das Cavacas – Caldas da Rainha (pois…)
Rei dos Caracóis (o 2º Maior!...) – Odivelas
Rei da Batata Frita – Lisboa
Rei das Chaves – Alverca
Rei da Batata a Murro (também um dos Maiores) – Terras de Bouro
Rei das Ferramentas – Matosinhos
Rei dos Cachorros (presumo que quentes) – Famalicão
Rei dos Esquentadores – Lisboa
Rei da Sucata – Torres Vedras

Enfim… aqui está o exemplo de uma certa “nacional hipocrisia”, tal como ela é, lusitana e no seu melhor. Perante isto, será que vale a pena o Dom Duarte andar a esforçar-se tanto para garantir o futuro da Família Real portuguesa?!? Se há um rei a cada esquina (e/ou um rei DE cada esquina), mais valia que Portugal fosse menos república e mais monarquia. Sim… porque se até as canetas têm uma majestade soberana auto-coroada como monarca das BIC’s Cristal, MOLIN’s, INOXCROM’s e afins… mais vale fechar o tasco por uns dias e destituir o Cavaco já… antes que ele se habitue ao lugar…!

EL PiPi

*** Da afamada série de escritos «O InSenso e a Cidade» ***


Tenho de dizer – é mesmo assim tipo uma auto-própria-obrigação-minha-para-comigo – que acho uma certa quantidade de piada a certas coisas.

Ah!... Antes de mais, abro aqui um pequeno aparte para lamentar o facto de cientificamente nunca ter sido tornada pública – se é que ela existe mesmo – a fórmula de cálculo da quantidade/volume/área/peso da… piada. Sim!... porque não pode ser debalde que dizemos que achamos muita ou pouca piada seja ao que for. Se ninguém me disser o que é que pode ser considerada muita, pouca ou alguma (em termos de piada, claro), como posso eu achar ou dizer que isto ou aquilo (que é outra questão antiga que me apoquenta) tem ou não muita, pouca ou alguma piada?!? Espero que essa dita – e muy necessária – fórmula seja publicada muito em breve para que, muito mais do que dizer que acho muita piada a qualquer coisa, possa inclusivamente dizer que acho, sei lá… 33% de piada a isto ou que “Pá… essa é uma grande piada! Tem para aí uns 245m2… no mínimo!...” e finalmente poder concretizar aquela velha máxima “És um tipo cheio de piada!”, calculando que aquele ar anafado (e, por vezes, até de algum desconforto estomacal) de um qualquer tipo se deve claramente a uns 12kg de piada que ele engoliu e que ele tem na pança. Dito isto, revelo também que acho os godos pessoas muito mais bem dispostas. Logo… cheias de piada. O que vem dar algum maior apoio argumentativo a esta minha reclamação pela publicação da fórmula de cálculo da piada. Muito e muito obrigado!

Bom… voltando ao assunto que me aqui traz hoje… dizia eu que acho uma certa quantidade de piada a algumas coisas. Nomeadamente, a Lisboa em dia feriado, fins-de-semana e, como não podia deixar de ser, ao misto dos dois, ou seja, em fins de semana prolongados… como foram os dois últimos.

Como trabalho muito ao fim-de-semana, conduzir ao sábado, ao domingo e aos feriados é assim uma cena tipo espectáculo! É sair de casa atrasado mas chegar ao laboro com 15 minutos para gastar!... Maravilha! Aliás, dou comigo muitas vezes a pensar (como dizia o Represas na canção) se «não sei mesmo se Lisboa não partiu para parte incerta». Logo de seguida… penso noutra coisa. Se esta rapaziada não anda por cá, deve andar noutro sítio qualquer, como é óbvio. E se estão noutro sítio, deve haver alguém a pensar o oposto de mim. Ou seja, … “Caraças! Conduzir aqui ao sábado é uma merda! É sair de casa a horas e chegar à praia 3 horas depois do previsto!...”. Isto, claro, se não se for comerciante. Nesse caso, o que se será algo muito parecido ao Pai Nosso, com especial ênfase àquela parte: «Venha a nós o vosso reino!» (leia-se, guito). Mas isso agora até nem vem ao caso.

Quanto aos lisboetas, esses, dizem sempre a mesma coisa. Quando estão cá, perdem horas no trânsito e falam o belo "calão corrente - versão stress". Quando estão fora… provocam engarafamentos e, logo, perdem horas no trânsito... e falam o belo "calão corrente - versão stress". Deve ser por isso (por uma repetição do mesmo tipo de stress “all over again”, todos os dias) que o lisboeta não sabe estar no trânsito de outra forma que não stressado.

Como passei ambos os fins-de-semana prolongados aqui, tive a oportunidade de testemunhar um belo fenómeno a que chamei “Efeito Lx Pi Pi” (que é um nome bonito, não é?).

O “Efeito Lx PiPi” (ou EL PiPi) caracteriza-se por um estado permanente de ansiedade do indivíduo residente na região de Lisboa que se senta atrás de um volante. Tal estado que leva o condutor da viatura use com maior frequência a buzina do que o comum mortal, estando ou não em filas de trânsito encalacrado. Sim… porque o que assisti nestes dois fins-de-semana foi mesmo isso. Buzinadela da forte quando só estavam dois carros (ou três, no máximo) num cruzamento ou num semáforo. E isto, meus amigos, é o EL PiPi. É que… a cidade bem pode ficar com cerca de 5 ou 10% da população diária… mas os que cá ficam… asseguram-se de que todos os outros (que até nem são de buzinar nos engarrafamentos, como eu) não se esqueçam de que o trânsito lisboeta tem (por obrigação) de ser stressante e que só há uma forme de “bem conduzir” na urbe: nos píncaros dos nervos. Porque assim... assim é que bom…!

EL PiPi… És GRANDE, EL PiPi!...

Por (mero) acidente...

Há uns anos valentes (na verdade, não faço ideia quantos) paguei entrada para ir ver um espectáculo em que um caramelo fazia acrobacias com uns carros velhos e coloridos. Espectáculo esse (licenciado pela Câmara e supervisionado pela GNR e pelos Bombeiros – uma coisa à maneira…!) cuja atracção maior era a sucessão de embates (propositados) noutros carros velhos e coloridos que serviam mesmo só para isso: para levar com o carro do “artista”.

Andar com o carro, de lado, em duas rodas… Subir rampas para aterrar com o carro uns bons 20 metros à frente… Manter-se equilibrado sob o tejadilho de um automóvel em movimento… Bom… O gajo deu espectáculo e lá foi arrancando muitos aplausos das centenas de miúdos (como eu, na altura) e graúdos que se tinham deslocado àquela urbanização inacabada para ver a “actuação”. Mais, obviamente, quando havia chapa batida e amolgada, com “acidentes” mais ou menos barulhentos ou aparatosos. Aí, a ovação “de pé” era garantida.

Isto aconteceu (talvez) no início da década de 90, na vila onde morava. Desde aí, chapa batida e amolgada com choque mais ou menos barulhentos ou aparatosos… só mesmo na estrada e com poucas razões para aplaudir no final. No entanto, algo há de comum – e sempre há – em ambas as ocasiões. Mirones não faltam. Gente sempre pronta para tentar ver o máximo do “espectáculo” e a pouco colaborar no caso de haver vidas em risco. É uma coisa… portuguesa, no fundo.

Lembro-me dessa ida ao espectáculo automóvel há coisa de 15 anos na minha vila porque hoje, precisamente, aconteceu o 1º crash test em solo português (e também, segundo consta, em solo ibérico). Vi a reportagem na televisão… e achei curioso.

Achei curioso… não o facto de se realizar o dito teste de colisão mas sim pelo aparato de gente que aquilo movimentou. Mesmo tendo em consideração que o crash test se inseria no Seminário Internacional de Segurança Rodoviária não havia grandes razões para, poucos segundos após o “acidente” já houvesse centenas de pessoas (quase todas “figuras” das autoridades policiais e rodoviárias) no local, a ver o resultado do embate frontal que tinha sido ensaiado. Deixo aqui, portanto, este pequeno pensamento:

Seja qual for a natureza de um acidente automóvel em Portugal (fortuito, controlado, grave, ligeiro ou até mesmo concebido e coreografado para um espectáculo de entretenimento) terá sempre garantida uma plateia ávida de mirar todo e qualquer pormenor do sinistro.

Ou seja, – e voltando à lembrança do tal caramelo que fazia acrobacias com uns carros velhos e coloridos – mais vale desde logo pensar em cobrar bilhete em qualquer uma das ocasiões. Se os impostos estão tão altos e se a malta estrebucha menos por pagar para ver carros amassados do que para pagar o que deve ao Estado… porque não pensar como o gajo do espectáculo e fazer algum lucro com a coisa? Os contribuintes sobretaxados (como eu) iriam agradecer esse abatimento na carga fiscal…




* * * * * * * * * * * * * * *
(ver fotos do crash test aqui)

30


O dia chegou, não sem aviso mas sem qualquer preparação prévia. Ironicamente, um dia, ele… “O Dia” … haveria de chegar… e chegou.

E só o abordo aqui (que, na verdade, são dois “aqui’s” – já lá vamos…) por ser algo que só acontece uma vez na vida.

Há quem diga que me junto hoje a um novo clube; àquele que deu o nome a uma afamada série de televisão; mas não lembro de me terem mandado para casa uma ficha de inscrição…!

Enfim… logo verei se me pedem para pagar as quotas…!

Por mim, digo que, mais que não seja por uma questão de “denominação”, o meu novo “estatuto” tem o seu “quê”.

Tenho para comigo que, de ora em diante, vou deixar de ser chamado de “puto”, “rapaz” e outros epítetos afins. No entanto, estou preocupado. Ainda ontem (ironia do calendário), dois miúdos (esses, sim, garantidamente “miúdos” por mais uns bons aninhos) dirigiram-se a mim e largaram esta “pérola”: «Senhor! Olhe… Senhoooor!».

Um único comentário… Espero que não seja premonitório do que aí vem…!

Mas não é preocupação única, esta. Agora que “aqui” chego… sem o objectivo dos 5kg a menos alcançado… espero que a “barriguinha dos 30” não dê lugar à “barriga dos 40”… nem daqui a dez anos… se é que me faço entender…!

No entanto, não há só preocupações. Aliás, arrisco-me a dizer que não há preocupações (daquelas que me tirem o sono). Não. Estou de bem com o número e penso que o número está de bem comigo. Pelo menos, assim espero.

E para o provar, já que é uma ocasião de excepção, este texto surge em simultâneo no InSenso Comum e no
Petit Rien’s. Porque é um número… altamente InSensato. Porque não deixa de ser apenas um… pequeno nada que… só por mero acaso… é coisa que acontece só uma vez na vida.

Olha... Grande Lata!

Acabo de receber um e-mail e não sei bem o que sentir/dizer acerca dele. A saber... é da seguinte mensagem que estou a falar:

COMPRAMOS SUCATA

A [nome da empresa], que actua há mais de 20 anos no mercado de RECICLAGEM compra para reciclar:

- alumínio
- inox
- latão
- metal
- cobre
- bronze

Pronto. Recebi isso na caixa de e-mail aqui do burgo. E fiquei a pensar...

1 - «Compramos SUCATA»... Será que este blog é já visto como "ferro-velho"?!? E será que está à venda?!?!

2 - «aluminio»... Será que este blog - de um dia para o outro - serve agora para embrulhar comida meia passada do prazo (assim tipo nacos de leitão assado - sem rodelas de laranja - ainda com resquícios de molho daquele que só é feito na Mealhada) a pôr no congelador?!?

3 - «inox»... Será que este blog alguma vez oxidou sem que eu desse por isso?!? Sempre pensei que (tanto com o 1º template como com o segundo) eu tivesse tido o cuidado de passar cuprinol e ele fosse já, naturalmente, inox. E se eles andam à procura disso... é porque deve ser mesmo.

4 - «latão»... Nem vou comentar!!! Grande... Lata!!!!

5 - «metal»... desde que não seja vil...!

6 - «cobre»... Bom... aqui... deu-me um pouco mais que pensar...! Será que o meu blog... cobre?!?! Se sim... fico feliz! É sinal de que o meu "filho" (leia-se, este meu burgo) tem crescido bem, saudável e tem aprendido umas coisas com o "papá"...! Cool!!!...

7 - «bronze»... Isso é que já é mais lixado!... Bronze vem depois de ouro e prata!! E isso... porra! Tudo bem que não há grandes pretensões de ser de "ouro"... mas podia ser de prata, não?... Agora... bronze...! Ainda por cima, tem aquele tom castanho-avermelhado meio estranho... enfim... não gosto!...

Em suma, senhores dessa tal empresa de reciclagem de sucata, deixem-se lá dessas coisas de mandar mail's à malta, ok? Que isto de achar que o InSenso Comum está já no estado de degradação e ferrugem que o rotulem de ferro-velho... não é nada simpático, a bem dizer...! Como dizem os jogadores e dirigentes do nosso futebol... «Sêijamos sérios, senhores! Sêijamos sérios!!!»...!!!

Piruças


Hoje, ao chegar a casa, ouvi uma expressão estranhamente familiar. Alguém, ali na praceta, chamou um miúdo que jogava à bola com os amigos de Piruças. E esse é um nome que o meu pai me chama, ainda hoje, de vez em quando. Não sempre… Não nunca… De vez em quando.

Confesso que o episódio me deixou algo pensativo… durante uns 14 segundos. Não mais... Não menos… Uns 14 segundos. Depois passou.

Na verdade, o meu pai (e acho que todos os pais são assim) sempre teve uma data de nomes giros para me chamar. Qual deles o mais bizarro…?

Ora… Piruças é, desde logo, um dos bons. A mim, faz-me lembrar nome de gato, cão rafeiro ou algo do género. Mas isso, quando alguém é pirralho pouco importa, porque nem sequer fazemos esse tipo de analogias. Aliás, agora que penso nisso, acho que os pais aproveitam que a malta nessa altura não tem ainda os circuitos todos devidamente ligados e estanhados (se o InSensato Leitor não sabe o que isto é… aborde de um electricista que ele prestar-lhe-á essa informação) para “abusar” na nomenclatura bizarra, passando assim impunemente “à grande e à francesa”*.

Mas há mais. O meu pai também me chama Muano. De origem perfeitamente desconhecida, esta fantástica denominação dá assim um certo “ar” africano, o que me faz pensar que é uma “herança” da passagem dele por Angola e Moçambique. Menos mal. Podia ter-lhe dado para trazer de lá uma carrada de estátuas em pau preto. Isso, sim… seria uma verdadeira desgraça!

Outra bizarria de nome providenciada pelo meu querido progenitor é… “Manim” (ou será “Manin”…? Não faço ideia como se escreve!...). Pistas acerca da origem deste… também nenhuma! Penso mesmo estar na hora de perder um certo tempo e amor ao dinheiro na conta do telemóvel e perguntar-lhe (de listinha na mão, claro) onde raio vai ele buscar o(s) nomezinho(s) para apelidar a malta.

No entanto, nem só o meu pai tem o belo do epíteto para me chamar. A mamã também. Quinito. Este é mais fácil de descodificar mesmo sem recorrer ao Dan Brown. Deve “vir” de Pequenito. Muito embora a minha mãe ainda hoje me chame isso, apesar do meu 1,78m e de ser uns bom 30cm mais alto que ela. Enfim…! Coisas…!

A lista podia continuar a desenrolar-se um pouco pela família (tios, por exemplo, é coisa que não me falta…), mas limito-me a aqui trazer o nome que (carinhosamente, acredito) me foi atribuído por uma tia materna e que lhe oiço, basicamente, desde sempre. Pirata. Gosto…!

E ao longo dos anos, fui sendo chamado de muitas outras formas. Zéquinha, Cocabxinhas, Almocreve, Soure, Comandante, Tóni, … sei lá!... Tantos nomes!...

Comum a todos eles há uma única característica. Nunca eu perguntei a quem mos atribuiu a origem ou a razão pela qual eu seria, então, fulano “X”. Agora pergunto-me… será que vou ficar nesta ignorância?

Não grande ignorância… Não pequena ignorância… Apenas… Ignorância, pura e simples.

= = = = = = = = = = = = = = = = =

* já agora… se o InSensato Leitor souber de onde vem esta expressão [“à grande e à francesa”], que me diga, pois a minha ignorância acerca dela é algo que me aflige sobremaneira.

De que é que eu gosto...?

gosto de menus double cheese mas gosto ainda mais quando acrescento mais um cheeseburger… só naquela gosto que chegue o primeiro dia de sol com calorzinho para me sentir um bocadinho melhor da “maré” cinzenta em que anda o meu dia-a-dia gosto de conduzir com o carro quentinho das horas que esteve ao sol gosto de reparar que quase sempre há uma “cota” na esplanada ou no restaurante com a blusa mais aberta e de a ver olhar em volta para perceber se alguém está a topar que ela está a… oferecer-se gosto de descobrir que há sempre mais do que 5 ou 6 caminhos para chegar ao mesmo ponto e tentar um percurso novo mesmo sem dizer às três pessoas que vão no carro que não faço a mínima ideia se aquele caminho vai dar a algum lado gosto de vestir as camisas sempre com as mangas arregaçadas gosto de escrever um texto destes de vez em quando gosto de pensar que há horas em que não tenho de pensar em nada e precisamente usar essas horas para pensar que não me apetece pensar em rigorosamente coisa nenhuma gosto de comer exactamente aquilo que o meu apetite deseja gosto de que me falem em apetitosos caracóis e de ficar com água na boca gosto de ver relva verde e do cheiro dela quando é cortada gosto… e pronto… mais nada…